Nunca é demais publicitar o que de bom se faz por cá e, ontem, senti-me verdadeiramente privilegiada por, pelo custo de apenas uma viagem até ao berço da nação, poder ter visto o espectáculo maioritariamente levado a cabo pelos "La Fura del Baus". Este grupo voltará a Guimarães mais três vezes, para uma peça em 5 partes, incluída nas celebrações da Capital Europeia da Cultura. Vale a pena a viagem! :)
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domingo, 25 de março de 2012
domingo, 6 de fevereiro de 2011
E ainda...
... citando o nosso querido António Sala (e onde para o António Sala? Na Renascença?), ao fazer o post anterior, lembrei-me desta música... hihi
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Matiné
Enquanto todos se acotovelavam impacientemente para ver o "Black Swan", eu fui ver "Here After - Outra Vida", de Clint Eastwood e gostei. Se bem que sou um pouco (muito) céptica relativamente ao assunto tratado e da forma que especialmente é tratado no filme, não deixou de ser um filme emotivamente intenso. A diversidade das personagens que se entrecruzam ao longo deste argumento faz-nos identificar com algumas vivências e rever-nos minimamente em algumas das experiências por elas vivenciadas. Uma boa prestação de Matt Damon que, apesar de já apresentar sinais dos tempos, não vê, em nada, a sua capacidade interpretativa prejudicada. Um filme que nos leva, não só a pensar na morte, mas a repensar nas nossas posturas perante a vida. Fica a sugestão...
domingo, 12 de dezembro de 2010
Mais uma sugestão...
Hoje, depois de meses de pura abstenção da diversão que julgo, na minha idade, ser não só útil, mas também saudável, fui ao cinema... Pipocas, a doce da coca-cola e companhia muito agradável e o filme "Due Date". Uma comédia no mínimo, hilariante, risos consecutivos e uma série de factos desastrosos, associados a muito boas performances de Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis. O filme "The Hangover", do mesmo realizador, já tinha feito as minhas delícias e este não ficou atrás, porque, para além dos momentos jocosos, trespassa ainda uma mensagem relativamente às relações humanas e à amizade baseada na tolerância (ao máximo). Num momento em que a crise afecta, não só, as nossas carteiras, como o nosso humanismo, vale a pena sorrir e pensar com este filme, aconselho vivamente.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
State of love and trust
Há sensações que nos movem e demovem, que nos tocam no mais fundo de nós, no âmago da alma que transportamos. Não sabemos bem explicar, uns chamam-lhe intuição, outros sensibilidade... mas há de facto acontecimentos que nos fazem sentir felizes por sermos humanos, por estarmos vivos e despertos, acontecimentos esses que nos conduzem ao mais profundo pensamento: sim, efectivamente, o humano é um animal sem escrúpulos, mas há ainda os que transportam com eles aquela réstia de emoção que nos une.
Isto tudo, porque foi tão bom, revigorante e até alentador assistir ao concerto destes senhores ao lado de uma pessoa muito especial! Made me feel alive!:)
Já passavam das 23h da noite de 10 de Julho quando, no recinto do Festival Optimus Alive, os Pearl Jam iniciaram uma sublime actuação. Entraram com "Release" e no meio de tantos êxitos entoados em uníssono (Eddie Veder afirmou: "You're the best singing crowd")como "Better man", "Black", "Daughter", houve ainda espaço para "Alive", "Why go", "Yellow leadbetter", "Smile" e algumas revisatações ao último albúm da banda, "Backspcer", entre outras.
A certa altura é, porém, anúnciada a dura verdade: os Pearl Jam farão uma pausa, fica então a memória dos momentos que nos trouxeram tanta felicidade, felicidade espontânea.:)





Isto tudo, porque foi tão bom, revigorante e até alentador assistir ao concerto destes senhores ao lado de uma pessoa muito especial! Made me feel alive!:)
Já passavam das 23h da noite de 10 de Julho quando, no recinto do Festival Optimus Alive, os Pearl Jam iniciaram uma sublime actuação. Entraram com "Release" e no meio de tantos êxitos entoados em uníssono (Eddie Veder afirmou: "You're the best singing crowd")como "Better man", "Black", "Daughter", houve ainda espaço para "Alive", "Why go", "Yellow leadbetter", "Smile" e algumas revisatações ao último albúm da banda, "Backspcer", entre outras.
A certa altura é, porém, anúnciada a dura verdade: os Pearl Jam farão uma pausa, fica então a memória dos momentos que nos trouxeram tanta felicidade, felicidade espontânea.:)
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Andanças
Tem sido tão pouco o tempo que me resta para este pequeno luxo que é escrever neste espaço. Até me chega a entristecer o corropio da vida que nos toma e que não nos deixa tempo para sermos nós, para amarmos quem nos ama, para corrermos atrás daquilo que anseamos. Mas todo este corropio acaba por ser positivo também, valozrizamos muito o que fazemos, valorizamos o pouco tempo que nos resta, valorizamos os que amamos e o tempo que podemos dedicar a estes pequenos afazeres.
Pouco tenho falado, mas este ano já tive a oportunidade de assistir a um concerto memorável, o dos Metallica, no Parque das Nações. Foi muito bom de facto e apesar da idade / experiência, nada deixaram a desejar, desde a musicalidade até à voz de James Hetfield e a presnça de todos em palco que tiveram de se desdobrar num palco "360º". Esta foi a primeira vez que tive oportunidade de assistir a um concerto neste recinto e esse foi o único aspecto que deixou algo a desejar. A acústica é horrível e o facto de o palco ser redondo e os músicos se movimentarem pelo mesmo, só piorou a situação. Havia um eco constante que pertubava o decorrer do espectáculo.




No próximo fim-de-semana segue-se uma visita a Viseu, depois a presença já confirmada nos três dias dos festivais "Optimus Alive" e "Marés Vivas". Vou dando notícias.
Pouco tenho falado, mas este ano já tive a oportunidade de assistir a um concerto memorável, o dos Metallica, no Parque das Nações. Foi muito bom de facto e apesar da idade / experiência, nada deixaram a desejar, desde a musicalidade até à voz de James Hetfield e a presnça de todos em palco que tiveram de se desdobrar num palco "360º". Esta foi a primeira vez que tive oportunidade de assistir a um concerto neste recinto e esse foi o único aspecto que deixou algo a desejar. A acústica é horrível e o facto de o palco ser redondo e os músicos se movimentarem pelo mesmo, só piorou a situação. Havia um eco constante que pertubava o decorrer do espectáculo.
No próximo fim-de-semana segue-se uma visita a Viseu, depois a presença já confirmada nos três dias dos festivais "Optimus Alive" e "Marés Vivas". Vou dando notícias.
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domingo, 30 de maio de 2010
Imaginarius
Depois de três anos a adiar a minha ida ao festival de teatro de rua de Santa Maria da Feira, este ano decidi ir e em boa hora, pois adorei! O meu intuito principal era assistir ao espectáculo itinerante do Teatro de Marionetas do Porto e não estou de nada arrependida, prometendo duplicar a dose para o ano, se o destino assim o permitir. E aproveito para deixar a sugestão para os que não tiveram oportunidade de o fazer este ano.
Este grupo trouxe-nos uma peça que tem lugar na Grécia. Perante um povo helénico em constante estado de guerra e maridos ausentes em defesa do país, as mulheres gregas decidem intentar uma greve de sexo que não foi bem recebida pelos seus recém-chegados maridos. O desenvolvimento é inesperado e sempre banhado de uma originalidade e até de alguma extravagância que deram um movimento ímpar à acção e que pode aproximar a crítica subjacente aos tempos difíceis que actualmente vivemos. Para além de todos estes aspectos, há ainda que realçar os avulsos recursos cénicos e a manipulação das marionetas, tão diferente da tradicional, mas muito interessante.
Aconselho vivamente


Fotos by me:)
Este grupo trouxe-nos uma peça que tem lugar na Grécia. Perante um povo helénico em constante estado de guerra e maridos ausentes em defesa do país, as mulheres gregas decidem intentar uma greve de sexo que não foi bem recebida pelos seus recém-chegados maridos. O desenvolvimento é inesperado e sempre banhado de uma originalidade e até de alguma extravagância que deram um movimento ímpar à acção e que pode aproximar a crítica subjacente aos tempos difíceis que actualmente vivemos. Para além de todos estes aspectos, há ainda que realçar os avulsos recursos cénicos e a manipulação das marionetas, tão diferente da tradicional, mas muito interessante.
Aconselho vivamente
Fotos by me:)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Bonecos que falam e sentem como nós
E se tivesse uma carteira bem recheada, já tinha uma caixinha, cá em casa, cheia de DVDs de animação do Tim Burton, porque de facto, os filmes são singulares. O último, onde Tim divide esforços com Timur Bekmambetov na sua produção, intitula-se "9". Um filme realizado por Shane Acker, versão estendida de uma curta metragem de 2005 nomeada então para os Óscares. Vale muito a pena!
Retrata a história de uma humanidade destruída devido aos avanços tecnológicos que, progressivamente, se tornaram perniciosos. Um cientista ganha então reconhecimento por construir uma inovadora máquina que possibilitava a criação de qualquer bem necessário, mas o seu criador apercebeu-se de que a máquina não teria qualquer réstia de humanidade. Posto isto, políticos ambiciosos tomam posse da mesma e a humanidade, tal qual a conhecemos, desaparece, restando apenas miniaturas animadas que reservaram em si as emoções do seu criador...
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sábado, 11 de julho de 2009
... o Pedrocas é meu amigo...
... e um gajo bem informado...:) Sim, porque lê o jornal online e eu, para além de manuais escolares e livros acerca de deficiências, pouco ou nada leio. Aliás, sempre que olho para a minha cabeceira, lá está, numa paz inquietante e coberto de um singelo manto de pó "O ano da morte de Ricardo Reis", porque não tive tempo de o acabar... vai ser agora...:)
Mas, prosseguindo, o Pedrocas é meu amigo e sabe que eu me interesso por estes misticismos fomentados pelos clássicos, por isso, mandou-me uma agradável notícia do JN, publicada no dia de ontem, onde é anunciada a entrada em cena de uma peça teatral baseada no texto original de Eurípides, com tradução de Maria Helena da Rocha Pereira - "Medeia".:) Podem e devem ler a notícia aqui http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1304047
A peça é levada a cabo pela companhia teatral "As boas raparigas", no Estúdio 0, no Porto (perto da estação de metro do Heroísmo), numa primeira fase, de 10 a 26 de Julho (de terça a sábado).
Eu gostaria muito de assistir, até porque contactei bastante com esta obra e o meu espírito crítico está no auge... Para além de que é raro, no nosso país, as companhias teatrais levarem, a cena, peças baseadas em textos da Antiguidade Clássica, o que me causa muito pesar, pois são obras sublimes, com mensagens muito actuais, perfeitas do ponto de vista literário e repletas de uma magia capaz de encantar qualquer ser humano. Verdadeiras obras de arte, descuradas todos os dias...
Sugiro então, para quem gosta de arte e de uma história que reflecte bem a influência das emoções na actuação humana, uma noite diferente em contacto com um dos mitos mais interessantes e, simultaneamente, mais grotescos da herança clássica. Só pelo argumento que Eurípides nos deixou, vale bem a pena!

Medeia, Delacroix
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
"Não é Caroline, é Coraline!:)"
Pois é... e como o prometido é devido, sempre fui ver, numa sessão exclusiva, o filme "Coraline" (isto porque os portugueses são mesmo animais de hábitos e, obviamente, os filmes lotados pertenciam aos leques dos premiados dos Óscares, dos quais ressalto "Slumdog Millionaire"). Mas, o que realmente interessa, é que tínhamos a sala só para nós e partilhávamos, com gente nenhuma, o desfrutar de uma boa produção cinematográfica. Pois é, "Coraline" nao desiludiu, nem por um minuto... Se se gostar de animação, é impossível não se amar este filme, desde a manufactura de cada personagem e cenários, até à edição, passando pela banda sonora, tudo esteve na maior das perfeições. Pormenores aqueles aliados a um argumento que nos faz recordar os contos de fadas da nossa infância, adaptados aos nossos dias, abolindo totalmente a ideia de herói-príncipe e vítima-princesa, conferindo, apesar de todo o grotesco, um racionalismo relativo à acção. GOSTEI! Um filme movimentado (mais do que a generalidade dos filmes de animação)e que aconselho a miúdos e graúdos.
Fonte Imagem: http://www.suvudu.com/mt/mt-search.cgi?blog_id=2&tag=children's%20books
Imagem sujeita a direitos de autor.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Mundos paralelos
Na indústria do entretenimento, não há nada que me traga tanta satisfação, como um bom filme e a verdade é que, por mais infantil que isto pareça, estou "morta" por ver o filme "Coraline", de Henry Selick, o realizador de "THE NIGHTMARE BEFORE CHRISTMAS". "Coraline" é baseado no "best-seller" homónimo de Neil Gaimans. Já sei que é de animação e já tenho idade para ter, pelo menos, um pouco mais de juízo, mas tenho uma paixão secreta (ou não tão secreta como isso) por filmes de animação, principalmente os que misturam um relativo toque de grotesco com a graciosidade natural de um tão infantil desenho animado.
Acerca deste filme, devo acrescentar que é o primeiro filme de animação gravado em real 3D (3D estereoscópico) o que, pela minha ignorância a nível de produção cinematográfica, me leva a crer que terá de ser visto com óculos especiais (e eu vou ver novamente as pipocas da Vodafone a saltarem para cima de mim - um comentário que apenas será compreendido por um escasso número de leitores, mas que não deixa de ter uma certa piada). Para além disso, posso deixar a sinopse que recolhi do site http://www.cinemacity.pt/:
Coraline é uma menina que sonhava viver num mundo melhor, com mais diversão e emoção. Ao mudar para uma nova casa, encontra uma porta trancada. Depois de muito tentar, consegue abri-la. Descobre um mundo onde tudo é alegre e os seus pais são sempre divertidos. A princípio, a única coisa estranha é que as pessoas têm botões no lugar dos olhos. Aos poucos, descobre segredos, percebe que está em perigo e vê que o mundo real não era tão mau assim.
Fica a página oficial do filme: http://www.coraline.com/
E deixo ainda o trailler para os mais curiosos... Boas viagens cinematográficas!
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
"Orfeu Rebelde"
Não há muito para fazer, as actividades esgotam-se quando não podemos fazer muito mais do que esperar que um destino que se concretize.
Que me valha a música e os seus cada 5 minutos de evasão total, que me transportam, num ápice, deste meu pequeno recanto, até à lua ou mais além.
Ando viciada numa música "Televators", dos Mars Volta. Um pouco EMO, como aliás, tenho vindo a achar a música desta banda (mas sem um profundo conhecimento de causa), mas muito viciante, partilho-a aqui.
Que me valha a música e os seus cada 5 minutos de evasão total, que me transportam, num ápice, deste meu pequeno recanto, até à lua ou mais além.
Ando viciada numa música "Televators", dos Mars Volta. Um pouco EMO, como aliás, tenho vindo a achar a música desta banda (mas sem um profundo conhecimento de causa), mas muito viciante, partilho-a aqui.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
A literatura está aberta a um infinito número de interpretações... dependem elas das nossas experiências pessoais, da nossa maturidade, dos nossos gostos... enfim, de um incerto número de de vivências que sempre nos relegam para um passado, nem sempre muiro distante. Daí surgem as vozes dissonantes quando falamos de um único livro, daquele único conjunto de palavras singulares que se amontoam e não se limitam a uma só intenção comunicativa.
Os livros são assim e têm, grande parte das vezes, a intenção que nós próprios lhe quisermos dar. Isto tudo para falar do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago. Falo dele agora, após ter assistido à adaptação cinematográfica da obra. Muitos foram já os comentários e, embora na maioria favoráveis, não deixaram de existir vozes dissonantes... Temos liberdade para tal. Mas, apesar de não gostar particularmente de andar com a corrente, tenho de admitir que gostei bastante da adaptação de Fernando Meirelles, que conseguiu captar todo o humanismo do livro. Apesar de ter excluído certas cenas que poderiam ter sido interessantes, obviamente sabemos que um filme totalmente fiel acabaria por se tornar demasiado extenso. Esteve bem q.b.
Obviamente, depois de toda a expectativa, fiquei, também eu, um pouco emocionada enquanto assistia ao filme, por ser tão fiel e respeitar as intenções comunicativas de Saramago... ele próprio não ficou desiludido e, para quem leu o livro especialmente, é um filme a não perder.
Os livros são assim e têm, grande parte das vezes, a intenção que nós próprios lhe quisermos dar. Isto tudo para falar do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago. Falo dele agora, após ter assistido à adaptação cinematográfica da obra. Muitos foram já os comentários e, embora na maioria favoráveis, não deixaram de existir vozes dissonantes... Temos liberdade para tal. Mas, apesar de não gostar particularmente de andar com a corrente, tenho de admitir que gostei bastante da adaptação de Fernando Meirelles, que conseguiu captar todo o humanismo do livro. Apesar de ter excluído certas cenas que poderiam ter sido interessantes, obviamente sabemos que um filme totalmente fiel acabaria por se tornar demasiado extenso. Esteve bem q.b.
Obviamente, depois de toda a expectativa, fiquei, também eu, um pouco emocionada enquanto assistia ao filme, por ser tão fiel e respeitar as intenções comunicativas de Saramago... ele próprio não ficou desiludido e, para quem leu o livro especialmente, é um filme a não perder.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Artes & Letras
Após ter recomendado Nneka num dos posts anteriores, não poderia deixar de recomendar outra banda cujo som me tem distraído os ouvidinhos. Chamam-se "Cansei de ser Sexy" (ou simplesmente CSS), são oriundos do Brasil, São Paulo, mais especificamente. O seu estilo é bastante mesclado, misturam várias influências musicais, numa variante Pop aproximada ao "retro" dos anos 60 (por aí). Apesar de, a nível compositivo e instrumental, não demosntrarem ser exímios, ganham pela sua excentricidade e originalidade num panorama musical em que, tudo o que seja inusitado, não parece poder pertencer aos cânones.
Uma das músicas que mais me chamou a atenção, foi esta "Let's make love and listen to death from above", muito fácil de se ouvir e um som até bastante divertido, aconselho vivamente, ainda que vozes dissonantes afirmem que a música desta formação seja "fútil", continuo a argumetar que ganham pela originalidade.
Uma das músicas que mais me chamou a atenção, foi esta "Let's make love and listen to death from above", muito fácil de se ouvir e um som até bastante divertido, aconselho vivamente, ainda que vozes dissonantes afirmem que a música desta formação seja "fútil", continuo a argumetar que ganham pela originalidade.
Da música para a literatura, não gostava de deixar de incluir a minha última leitura neste post. Há cerca de um mês ou mais, terminei a leitura do Romance "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago e rendo-me às evidências, é de facto muito bom. Apesar de achar que o Saramago não é nenhum Fernando Pessoa no que diz respeito à composição literária (até porque as suas regras de ortografia muito pessoais não ajudam muito), no que se refere à manipulação das metáforas o autor foi notável a esse nível, desde a crítica à debilidade humana e à falência dos governos e ordens sociais por nós erguidas, até à composição "rápida" do romance, que nos deixa vidrados na obra desde a primeira página até à última.
E já que se fala de artes, nunca é demais uma referência ao cinema, visto que esta obra de Saramago foi adaptada ao cinema Hollywoodesco por Fernando Meirelles. A estreia está marcada para 12 de Novembro, fica o trailler que, a meu ver, mostra alguma fidelidade relativamente ao romance, no entanto, no meu entender, não sei até que ponto a verdadeira mensagem do livro vai chegar aos espectadores que não o leram, e não ficará apenas na memória como sendo um filme baseado numa mera história de ficção científica. Esperemos para ver...
E já que se fala de artes, nunca é demais uma referência ao cinema, visto que esta obra de Saramago foi adaptada ao cinema Hollywoodesco por Fernando Meirelles. A estreia está marcada para 12 de Novembro, fica o trailler que, a meu ver, mostra alguma fidelidade relativamente ao romance, no entanto, no meu entender, não sei até que ponto a verdadeira mensagem do livro vai chegar aos espectadores que não o leram, e não ficará apenas na memória como sendo um filme baseado numa mera história de ficção científica. Esperemos para ver...
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
A Rota de Santiago (21/08/2008)

É tendo em conta a Rota de Santiago que, muitos Portugueses, em idades medievais, percorriam, em peregrinação a um dos pontos mais importantes da Península Ibérica, que a Câmara Municipal de Matosinhos organiza uma espécie de feira medieval. É à Ordem clerical do Mosteiro de Leça do Balio, que este evento busca o seu nome: "Ordem dos Hospitalários".
Decorrerá no período de 11 a 14 de Setembro, ao longo da marginal. Nunca lá fui, mas quero tentar uma visita este ano, nem que seja pela experiência e pelo espírito de convívio.
Se queres saber mais, vai aqui: http://cmmatosinhos.wiremaze.com/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=39513
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