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domingo, 23 de agosto de 2009

Um país de lés a lés...


Depois de percorrer, ainda que por mera passagem, as terras de Óbidos, Santa Maria da Feira e Vila do Conde, visitando as melhores feirinhas que por cá se fazem, foi a hora das férias, mas férias a sério.:)
De Milfontes a Vila Viçosa, de Vila Viçosa a Évora e de Évora a Viana do Castelo e, por fim, de Viana a Sever do Vouga, foi um tal galgar terra árida, estações de serviço e afins que, apesar do cansaço das viagens, nos fizeram sentir muito privilegiados por habitarmos este pequeno recanto à beira mar plantado.
E, como se não bastasse, a presença dos amigos é essencial e, apesar de termos seguido viagem sozinhos, fomos encontrando aquelas almas que nos tocam... o
Pedro, o Albano e a Liliana, a Teresinha e, já no final, a Anocas & Co. e a minha afilhadita e os papás marcaram presença em todos os sítios onde marcámos passo e tornaram estas férias ainda mais especiais. Obrigada:)


Nós:) "Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal." (F. Pessoa)



Três cromos à noite em Milfontes.


Vila Viçosa


Eu estive em Évora. Templo de Diana.


Me, Abano e sua"mais que tudo" @ Catedral de Évora.


Vá, só um sorrisinho... @ Capela dos Ossos (Évora)


Me e Teresa (forçada a tirar esta foto).


@ Sever do Vouga



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Balões e sardinha assada

Já lá vai o tempo em que podia visitar este nosso local de encontro com mais frequência... se bem que, com a proximidade do final do ano lectivo, desconfio que poderei voltar mais vezes...
No entanto, falemos do que interessa! Hoje é feriado no grande Porto, porque se festeja o dia de S. João, uma das festinhas mais importantes da cidade, talvez a mais importante até. Depois de muitos anos de planos furados, de algum pormenor que, como se diz na gíria "dava para o torto", decidimos ser espontâneos... "no dia decide-se!":) E seriam cerca de 23h quando decidimos: "Vamos para o Porto!" Ora, foi hora de mandar mensagem ao Pedro, à minha irmã, entretanto a Teresinha também mandou sms... Toca a apanhar o metro! Aquando da chegada ao Porto, éramos já quatro, aos quais se juntaram a Teresinha e o Rui e, posteriormente, um amigo do Pedro, do qual já não me lembro do nome (e isto seguramente não abona muito a meu favor).:)
Foi então uma corrida desenfreada, de arraial em arraial (casa de banho em casa de banho para alguns), uma paragem no "Tá-se bem" para uma ginja, traçados e afins. Marteladas para aqui, pés de dança para ali, alhos na boca, olhos e, graças a deus, mais nenhuma mucosa envolvida... e muita, muita gragalhada à mistura. Balões no ar e cheirinho a sardinha assada!
Em suma, não há nada como ser espontâneo!:) Bom S. João!


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Quando...

... vinte peças de dominó humano, se juntam na festinha de Carnaval da Paróquia de Vilar do Paraíso, só se ganha o primeiro prémio. A iniciativa das irmãs Silva (looool) resultou numa noite divertidíssima, repleta de mistério (pois ninguém sabia quem éramos na realidade) e de muito espírito carnavalesco. Por todos estes motivos, uma entrada no Carnaval, com o pé direito.

P.S. Quando tiver fotos, anexo:)

Relembro ainda qe juntei, à minha lista de "amiguinhos na web", o blog de um coleguinha da Serafim Leite (boblog), toca a visitar, é interessante!

Bom fim-de-semana

Boas festividades

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Rota dos Castelos

"...é este conjunto de edificações em ruína, o elo misterioso que as liga à memória presente dos que viveram aqui, que subitamente comove o viajante, lhe aperta a garganta e faz subir lágrimas aos olhos". (In Viagem a Portugal de José Saramago)

Viajantes, forasteiros, estranhos de mochilas nas costas, galgando terras até aí desconhecidas, em busca das ruínas de um tempo que já passou, mas em cujas pedras assentam ainda as memórias falantes dos tempos áureos de uma nação, agora em esquecimento.
Foi neste espírito de aventura, de busca de mistérios escondidos nas pedras falantes dos castelos que abrigaram Reis, príncipes, nobres e donzelas, nos tempos em que a luta pelos ideais era travada corpo a corpo, que eu e o meu Paulo nos fizémos à estrada. As ruínas ainda respiram essas memórias e o silêncio sussurrante daqueles locais etéreos e escarpados, faz-nos ouvir os ecos das memórias que parecemos ter há muito olvidado.

Nesta curiosidade avassaladora, fizémo-nos ao caminho e percorremos uma rota que compreendeu cinco castelos e paisagens fenomenais, que tínhamos esquecido.

Este post vai ser sucinto, porque vou deixar as fotos falarem por si...





Castelo de Trancoso (vista de uma das muralhas)




Vista de uma das Torres de Menagem em Marialva





Castelo de Marialva



Torre de Menagem (Castelo de Marialva)




Citação de José Saramago numa das pedras milenares de Marialva.



Castelo de Longroiva, um pequeno castelo, plantado numa pequena aldeia, cheia de grande gente




Castelo de Penedono (muito bonito)




Rumo ao desconhecido (Castelo de Penedono)




Castelo de Numão (ou muralha da China:)





O descanso do guerreiro (contemplando a paisagem do Douro Sul, nesta época, fenomenal)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A Rota de Santiago (21/08/2008)



É tendo em conta a Rota de Santiago que, muitos Portugueses, em idades medievais, percorriam, em peregrinação a um dos pontos mais importantes da Península Ibérica, que a Câmara Municipal de Matosinhos organiza uma espécie de feira medieval. É à Ordem clerical do Mosteiro de Leça do Balio, que este evento busca o seu nome: "Ordem dos Hospitalários".
Decorrerá no período de 11 a 14 de Setembro, ao longo da marginal. Nunca lá fui, mas quero tentar uma visita este ano, nem que seja pela experiência e pelo espírito de convívio.

Se queres saber mais, vai aqui: http://cmmatosinhos.wiremaze.com/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=39513

Comer com os Olhos (19/08/2008)

Viagem Medieval em Terras de Santa Maria

"Três foi a conta que Deus fez", já rezam os antigos e, não querendo deixar a sabedoria popular ao acaso, foram três a vezes que nos deslocámos às terras de Santa Maria da Feira para mais uma edição da Viagem Medieval.

A primeira vez nunca se esquece :)

Muitos convites feitos para 6.ª feira, muito pouca, porém, a disponibilidade, foi no Sábado então, que seguimos para Santa Maria da Feira, desta vez, não os do costume, mas um manancial de gente muito bem disposta, agregado ao convite que eu e o Paulo fizémos à Ana e ao Sílvio, vieram também irmãs, primos, sobrinhos... enfim, um corropio que não foi, de todo, nada desagradável, pelo contrário, já não me divertiae me sentia assim tão bem há muito tempo. Sem querer divagar muito, por vezes é mesmo na simplicidade que encontramos o que nos faz mais feliz e foi isso que aconteceu.

À chegada, muita gente esfomeada e, porém, as filas eram uma constante, mas como éramos muitos, conseguimos dividir-nos de modo a conseguir rapidamente os nosso alimentos que, para não variar muito, foram fêvera no pão e sangria (ai que fome).
Bebido o jarro(ão) de sangria, fomos passear... Compraram-se alfinetes, aneis, torrões de alicante (huuummm), lambarices, bebeu-se ginjinha, riu-se, riu-se muito... Notámos é que, este ano, o tradicional hospital que tratava os enfermos tinha desaparecido, logo agora que íamos pregar um susto ao Pedro. De resto, não há muito de novo a salientar, praticamente as mesmas animações e temáticas, pelo que, na minha mais sincera opinião, urge acrescentar algumas mudanças a esta feira, para que, cada ano que passe, se torne mais interessante e não apenas repetitiva. Mas a verdade é que a organização já interiorizou que, onde houver comida e bebida condimentadas com alguma animação, há festa para o bom Português, portanto, isso é que, de facto interessa... E para o Ano há mais:)

Try again

Nunca se nega um convite e, como o Paulito e a Joana nos convidaram a ir á Feira no Domingo, lá fomos, até na esperança de estar menos caótica.

O que há para salientar acerca deste dia? Um negócio da china, ou melhor, de Marrocos. Ali estava, aquele candeeiro em pele, piramidal, em tons de cor de laranja quente, que eu tanto queria, mas custava 45€ e o Paulo também queria um N'arguillé (não sei se é assim que se escreve), que, por sua vez, custava 35€ e raios partam o espírito consumista, ainda queria uns chinelos, tudo isso na mesma vendinha de Marroquinos. A soma de todos os produtos ascendia aos 90€, tentámos fazer negócio e desceu aos 80€ mas, para meu espanto, já com os chinelos em posse e o N'arguillé embrulhadinho, vou buscar o candeeiro e ele afinal custava 80€!!!! Mas a senhora disse para eu trazer, até me doeu a consciência, mas a verdade é que fizémos um negócio da China, apenas pelo preço do candeeiro, trouxe um N'arguillé e uns belos chinelinhos:)

À terceira é de vez

Por fim, eu e o Paulo, bem sozinhinhos, fomos à Feira com o intuíto de nos despedirmos e de fazer umas últimas aquisições... Lanchámos por lá e eu devo dizer que comi um pão com chouriço quentinho que ainda hoje, que escrevo, não me sai da cabeça.
Assistimos também, nesse dia, a uma representação de marionetas simplesmente divinal (gostava tanto de saber fazer aquilo)!
E, antes de talharmos novamente o caminho até casa, fomos comprar uns belos copinhos de chá e um saqunho de chá de menta e hortelã simplesmente divinal.

O bom o mau e a decepção

O bom: O mesmo de sempre, a comida, a bebida, as doçarias, o espaço, a companhia...:)

O mau:
As indumentárias dos figurantes (muito fracas se comparadas as de óbidos), os temas repetidos, as pessoas que chegam até a ser "animalescas" nas esperas.

A decepação: A repetição de um sem número de animações... toca a inovar!

Beijinho

Comer com os Olhos (17/07/2008)

Aproximam-se as férias judiciais e o trabalho aqui no escritório não acumula. O calor faz-se sentir lá fora. As pessoas, mesmo nos seus trabalhos, estão mais alegres, mais bonitas, mais sorridentes e cheias de esperança num sol que brilha lá fora.

Este é o período em que começa a euforia por tudo o que refresque, Calipos, Coca Colas, piscinas, etc. Procuram-se destinos paradisíacos onde serenidade e animação confluem, ainda que de forma paradoxal. Portanto, há que planear as férias (sim, porque só esta semana soube que seriam durante o período de 1 a 14 de Agosto, mês que particularmente não gosto muito, mas para quem não ia ter nada à partida, é muito bom). Mas este ano os planos não seão muito complexos... apetece-me correr terras e terriolas, comendo, com os olhos, cada estátua, cada monumento, cada costume e tradição... esse percurso já começou, ainda que as férias o não tenham, mas há que aproveitar estes maravilhosos fins-de-semana.

5/6 de Julho de 2008
Rumo a Arouca


Apesar de apenas ser feita há dois anos, a recriação da vida quotidiana do clero monasterial de Arouca, já se tornou tradição e se, por motivos que me ultrapassaram, no ano transacto não pude ir, este ano, depois do convite do João e da Paula, lá fomos.
A viagem foi animada, falou-se de imensa coisa (eu a olhar para trás e a enjoar e quase a vomitar para cima da Paula...lol) e nem demos pela rapidez com que chegamos ao nosso destino, St.ª Eulália, onde fica a casa da Paulinha e que tantas vezes nos recebe nos nosso retiros ZEN.
Como ainda era cedo, fomos visitar o cenário de recriação... às 19h assistimos à abertura dos portões da recriação e ansiosamente entramos para observar tudo minuciosamente. E estava tudo fantástico, ao pormenor. Ao contrário de outras cenas de recriação, como é exemplo a Viagem Medieval de Santa Maria da Feira, sentimo-nos inseridos no ambiente que ali se representava, desde os figurinos totalmente fidedignos, à representação dramática levada ao extremo, sentiamo-nos completos "outsiders", como que espectadores de uma peça de teatro. Fenomenal! Vimos de tudo, desde viúvas carismáticas, abadessas resmungonas, cozinheiras alegres, noviças submissas e freiras em convalescença.

Eis os Pontos mais marcantes da recriação:

- Vigilia a uma Freira doente (com diretito a representação do sangramento);
- Botica 8onde eram confeccionados os remédios naturais);
- Chás;
- Cozinha (onde se confeccionava a ceia dessa noite);
- Representação do abandono de uma criança na Roda;
- Um jovem que visita a prima (que não é prima, se me faço entender;).

Bem, um vasto rol de ambientes hipotéticos da vida no Convento de Arouca, totalmente bem ensaidos e recriados. Apesar da força da actividade não ser megalómana, como a de muitas outras, pela sua simplicidade e, certamente, baixo orçamento, abrangeu pormenores bem importantes a nível cultural. Parabéns á organização.

Ah, obviamente havia comes e bebes e doçaria CONVENTUAL... mas era melhor não me aproximar muito...:)

P.S. Eu vou postar fotos (quando o João mas desenrascar:)).

Comer com os Olhos - Mais um Fim-de-semana ... Em Óbidos (24/07/2008)

19/20 de Julho - Óbidos
Mercado Medieval


Este era o último Fim-de-semana em que o Município (organizadíssimo, diga-se de passagem), de Óbidos levava à cena, na cidade muralhada, o Mercado Medieval, este ano apoiado nos temas do Amor e Guerra.
Os do costume - eu, o Paulo, o João e a Paula - decidimos visitar esta Feira, visto que somos visitantes assíduos da concorrente em Santa Maria da Feira, tínhamos uma enorme curiosidade em ver como outras terras e outros povos tomavam este tipo de actividades de recriação.

Partimos pela manhã, seriam umas 10h 30m. O caminho foi moroso, o clima estava bastante quente e, para poupar nas portagens, decidimos fazer a viagem até Leiria pelas Estradas Nacionais, seria impossível aguentar o percurso por Auto-estradas, porque não seria possível abrir os vidros. O percurso fez-se bme, ainda que a viagem tenha sido, de veras, cansativa e seriam cerca de 14h quando chegamos às Caldas da Rainha, onde ficaríamos alojados. Almoçámos no Parque e partimos à procura da Residencial (e a Andreia - eu - decidiu ficar a "pascaçar" para a fachada de uma casa e espetou-se toda contra um meco de cimento. Magoei-me e bem, já fui lesionada para Óbidos, mas são coisas que acontecem).
Descobrimos a Residencial e, o mais depressa que pudemos, estabelecemos uma conversa com o simpático dono, travámos conhecimento, subimos aos quartos apressadamente para deixar as malas e partirmos em fúria para "Oppidum".

Cerca das 17h 30m chegámos, estacionámos sem qualquer dificuldade e pudemos apreciar os cenáros sem cotoveladas, porque apesar do número de pessoas não ser pequeno, havia muito espaço.
Óbidos era a mesma cidade de sempre - as casas tradicionais, pequenas brancas e azuis, "habitadas" por lojas de artesanato para os mais variados gostos. Repetiam-se as meninas, em trajes medievais, que serviam a famosa Ginja de óbidos em copo de Chocolate... hummmmmm :p (parecia o "mon cherri" sem aquela cereja remelosa;)

Entrámos no dito mercado, depois de percorrermos a longa "Rua Direita" até à entrada do Castelo. Eis que nos surge um casal amistoso de curandeiros que queriam ajudar a população nas suas maleitas. Mas que representação fizeram...! De facto, fizeram-nos tornar no tempo, às ruas das cidades medievais. Foi neste aspecto que esta feira ficou a ganhar, na animação ao longo dos espaços.

Seguidamente, pudémos deliciar-nos com artesanato marroquino, peças muito, muito belas, mas também muito caras, por isso, fiquei mesmo com elas gravadas na memória, nada mais;)

Foi pouco antes da 19h, que descemos até ao acampamento dos soldados (uma longa caminhada), onde o ambiente estava perfeito, aliás, esta feira tornou também a ganhar pelo realismo dos espaços recriados. Nesta zona assistimos a cerca de 1h de torneios (Justas medievais). Apesar de bastante longo, o espectáculo foi pautado por enorme fidelidade às tradições medievas, como os jogos realizados, a indumentária dos cavaleiros, os dizeres d'el Rei, atc. Mas não é possível tecer comentários, sem mencionar o profissionalismo com que os cavaleiros (principalmente um de nome Olivier) encarnaram as suas personagens. O público também se mostrou entusiasmado e colaborou na recriação, o máximo que pôde. A encenação das justas foi muito curiosa, apenas pecou pela escassez de lugares sentados (num espectáculo com mais de uma hora e com uma perna lesionada, no final só queria era dormir):)

Deixámos passar um pouco o reboliço das pessoas, no final das justas, para nos dirigirmos à zona da alimentação da Feira. Divinal, as tabernas estavam implantadas em casas-cenário, mesmo junto ao Castelo. Cheirava a carnes assadas e espalhavam-se, por toda a área, os músicos encarregados de animar a feira, vindos de várias zonas do globo. Respirava-se animação, a música espelhava esse estado e os estômagos fartos também:)

"Rockalhada" - Relatos Rock in Rio 6-6-08 (16/06/2008)


Foi na área de serviço de Pombal que ouvi esta expressão. Um grupo de jovens (jovens mesmo, eu daquela idade nem sonhava ir para o Rock in Rio)comentava: "Hoje é só para a «Rockalhada»" - e foi.

Dia 6 de Junho de 2008, partimos cerca das 15h e o calor fez-se sentir nessa tarde, apesar do vento. E, eis que, após uma morosa viagem, chegámos ao nosso destino -o "Parque da Bela Vista". Que, de belas vistas, pouco tinha.:)

Após subirmos uma ribanceira com uma inclinação para aí de 80% (que exagero), chegámos à entrada da "Cidade do Rock"...

1.ª Peripécia: Eu entro, após mostrar a minha mochila, e o meu namorado fica impedido de avançar, porque um grupo de jovens, na sua frente, decidiu trazer a merenda (eu escusava era de ter dito isto ao Polícia que se "espalhou" a rir, até porque deve ter notado uma certa pronúncia nortenha, quase impossível de disfarçar).

Finalmente entramos e começámos a analisar minuciosamente o recinto, embora isso se tenha tornado uma tarefa um tanto difícil, tal era a quantidade de poeira no ar (o que me valeram foram os óculos).

2.ª Peripécia (O Sapo): Eis que vimos... os sapos, bem, já desde que os tinha visto no "Comboio da Sabedoria", em Campanhã, que estava morta por tirar uma foto com ele... Ora, após momentos de hesitação, motivados por algum pejo... pronto, lá se tirou uma foto com o Sapo (muito simpático, por sinal). :)



3.ª Peripécia (A comida):Eh pa, para comida nunca se nega dinheiro, mas a verdade é que 13 euros por duas sandes recessas e dois refrigerantes, é um valor um tanto atronómico. Mas a necessidade era muita e lá nos sentámos num "pseudo-jardim" a devorar o nosso manjar dos deuses (ou não).

LET THE SHOW BEGIN

Ora, apesar de todos os brindes e diversões que inundavam a "Cidade do Rock", eu estava-me claramente a borrifar para isso tudo e, o que eu queria mesmo, era "rockalhada". Quase nada assisti do concerto dos Orishas, até porque não era muito do meu interesse, mas quando os "Kaiser Chiefs" começaram a actuar, eu já estava de bariguinha cheinha (ou não), plantada junto ao Palco Mundo. Mas que som!!! Pouco conhecia do projecto desta banda, ou melhor, só conhecia a "Ruby",que obviamente não foi esquecida no alinhamento dos rapazes.(foi a primeira vez que o meu namorado conhecia mais músicas de uma banda do que eu, porque pelos vistos, os rapazes têm os seus temas incluidos no FIFA e no PRO EVOLUTION SOCCER... K traço!). Têm uma sonoridade muito "Beatles", com uma pitadinha de "Oasis". E claro, têm também algo de original e a presença em palco, em nada deixou a desejar, tiveram, constantemente, uma óptima interacção com o público e um entusiasmo contagiante. Tudo isto misturado com alguns êxitos - que só no momento em que escrevo é que a expressão tem lógica, pois na altura, eram tudo menos êxitos:)- como "I Predict a Riot", "Every day I love you less and less", "Oh my God" e "Born to be a Dancer" resultaram numa entrada com ó pé direito, numa noite que prometia ser auspiciosa.



SENTADOS NO CHÃO À ESPERA DOS MUSE

"Knights of Cydonia", foi desta forma esplêndida com que os Muse decidiram iniciar talvez o melhor concerto da noite (ou não estaria lá eu por causa deles:). Um breve apontamento a este espectáculo deve obrigatoriamente passar pelos efeitos cénicos a que já nos habituaram os nossos amigos Muse, onde "palavras de ordem" vigoraram em "placards" gigantes e deram força aos gritos da multidão em euforia:

"No one's gonna take me alive
The time has come to make things right
You and I must fight for our rights
You and I must fight to survive"

Foi uma entrada explosiva e, se a ela lhe juntarmos "Map of Problematique" e "Hysteria", temos um concerto bastante promissor.

4.ª Peripécia:
Pois, eu decidi ficar a assistir ao concerto num local com uma visibilidade estonteante e... rodeada de betos, que não davam sequer um pulo. Eu já a ficar rouca e as pessoas a olharem de soslaio, como se pensassem: "esta deve ser "passada". Decidi ir procurar mais "passados" e, por incrível que pareça o concerto soube muito, muito melhor.

Mas os pontos altos da performance dos Muse, foram, sem qualquer dúvida "Starlight", "Time is Running up", "Plug in Baby" e "Stockholm Syndrome". Durante "Time is Running Up" Mathew Bellamy chegou a afastar-se do microfone para ouvir um público afinado e coordenado dar vida às suas composições. Até fez arrepiar.

Os Muse despediram-se do Palco Mundo com "Take a Bow" num concerto que marcou pela perfeição (apesar de um pequeno contratempo com a guitarra, durante "New Born"), a rapidez com que "vomitaram as músicas" (devido à escassez de tempo), mas, por ainda assim, conseguirem estabelecer uma relação de empatia com o público e por uma brilhante conjugação do óptimo poder performativo da banda, com os ambientes cénicos criados.





MR. NOODLES & C.ª

Passaria pouco tempo das 23h, quando "The Offspring" tomaram posse do Palco Mundo. E não poderiam ter iniciado o concerto de uma forma melhor, com "Bad Habit", uma das "antiguinhas" e provavelmente uma das preferidas dos apreciadores da banda. Não fiz questão de apontar os temas que foram sendo tocados pelo grupo, mas ficaram-me na memória, talvez pelo entusiasmo que tenham criado, "The Kids aren't alright", "Gone away", "Self estime" e tantos outros que deliciaram a minha adolescência parva. Não posso deixar de retomar o momento em que se ouviram os primeiros acordes de "Pretty Fly (For a White Guy) e o delírio do público... PLEASE!!!!! É possivelmente a música mais fraca da banda, e não entendo o delírio, mas está bem.

Notas a este concerto? Muito poucas. Apesar de gostar da banda, tento ser imparcial, e esperava um concerto mais poderoso. A nível cénico, nada apresentaram, a presença em palco foi muito fraca (apenas Noodles se destacou) e, a certa altura, o alinhamento apenas sondou o album "Americana", que para mim, foi o primeiro albúm editado pelos "Off", onde estes começaram a deixar de ser quem eram. De resto, a voz de Dexter estava surpreendemente perfeita, os arranjos estavam bem (parabéns à equipa de som) e as poucas musiquinhas que saíram da arca, souberam muito bem e permitiram-nos dar uns valentes saltos.



5.ª Peripécia: Estou eu, já rouca (ainda não afónica, isso foi no dia seguinte), sentadinha, à espera do concerto dos Linkin Park (paguei, portanto, vejo tudo, para ter sempre a sensação de que não foi dinheiro mal empregue). E alguém cai por cima de mim... literalmente por cima de mim. do género: eu estou sentada e caem em cima das minhas costas e a "Je", sempre muito oportuna e com as melhores palavras à espreita para saírem da boca diz: "Ei, oh migo!". O rapaz, atrapalhadito pediu desculpa, e eu a rir-me (se me tivesse magoado, não estava a rir-me de certeza).

O DESFECHO

Eis que começa o último concerto da noite, e neste é que não me vou alongar em comentários. Toda a gente sabe que não é uma banda que aprecio, os Linkin Park, no entanto, sei uma ou outra música, porque já toda a gente passou a fase do pessimismo e egocentrismo típicos da adolescência, porém, nem toda a gente ficou estagnada nela (ai que má). Mas algo devo afirmar, os rapazes são óptimos em palco, embora o vocalista não tenha resistido a duas horas de concerto e desafinasse um bocadinho aqui e ali. Foram, sem qualquer margem para dúvidas, a banda que mais empatia desenvolveu com o público (embora seja lícito questionarmo-nos se as restantes não teriam feito o mesmo se usufruissem do mesmo tempo de espectáculo). No entanto, temos de admitir que, apesar do fraco género musical, que a mim, pessoalmente, não me diz nada (mas os gostos são muito discutíveis e relativos) os rapazes são muito bons em palco e são verdadeiramente simpáticos.



E assim findo o meu relato dizendo: EU FUI! E GOSTEI [DOS MUSE PRINCIPALMENTE]

História Antiga e Percursos Queirosianos (12/03/2007)

Eram sete horas da manhã do dia 28 de Fevereiro, a cidade do Porto ainda dormia e poucos eram os que se atreviam a entregar-se ao frio da madrugada. Porém, a essa hora e, neste dia em particular, a Rodrigues de Freitas via a sua fachada a ser povoada por alunos e professores com um destino especial: Lisboa.
Eu e a Sara tínhamos aceitado o simpático convite da Professora Isabel Vaz para acompanhar a nossa turma de Latim, o 10º E, numa visita ao Núcleo Arqueológico do Milenium BCP, na Rua dos Correeiros, à Lisboa vista por Eça de Queiroz e ao percurso de Carlos da Maia por Sintra. Não hesitámos e partimos, num dia que nascia cinzento, para a Capital
Parámos pela primeira vez em Pombal, numa estação de Serviço e o tempo teimava em não mudar, as nuvens escuras e a chuva eram já uma constante e até mesmo um pronuncio do que aquele dia iria ser.
De facto, chegados a Lisboa, já fora das horas combinadas, vimos o nosso receio confirmado: chovia e fazia frio, tal qual um verdadeiro dia de Inverno e víamo-nos obrigados a galgar algumas partes da cidade a pé de mochilas às costas, visto os autocarros não poderem lá aceder.
Eis que, depois de uma breve caminhada pelo Chiado acima, chegamos ao Núcleo Arqueológico de Milenium BCP, onde fomos muito bem recebidos.
Ficámos a perceber que, durante as escavações na construção de uma garagem para o banco, foram encontrados diferentes níveis de ruínas que correspondiam à ocupação daquele território por diversos povos, desde os Etruscos, aos Romanos, passando até pelo período posterior ao terramoto de 1755. Foi de facto muito interessante a visita, pudemos ver muralhas de habitações Etruscas e Tanques do tempo da Romanização, que eram utilizados a proveito da actividade piscatória, característica de uma zona litoral como é aquela. Foi-nos possível também ver vários utensílios utilizados pelos Romanos naquela actividade e não só, também objectos pessoais que foram perdidos nas areias dos tempos, tais com ganchos de senhoras, anéis e até mesmo algo que não é comum encontrar: um esqueleto humano.
Saímos do Núcleo e as condições meteorológicas haviam piorado e caminhámos novamente até ao ponto de encontro: a Confeitaria Suíça. Porém, o resto do grupo, que tinha ido visitar o Teatro Nacional de S. Carlos, atrasara-se. Decidimos então seguir para os Armazéns do Chiado, para podermos almoçar num sítio abrigado e, às 14h.30m. apanhámos o autocarro no Terreiro do Paço seguindo então para Sintra, onde nos haviam prometido uma visita guiada ao Castelo de Seteais, ao Palácio da Vila e ao Palácio da Pena… Mas chegados lá, para além de uma Professora que serviria de guia, esperava-nos uma chuva torrencial e a nossa visita ficou reduzida a uma comunicação acerca da história de Sintra escutada, mais ou menos de forma atenta, na escadaria do Palácio da Vila.
A chuva entretanto parou e pudemos vaguear um pouco pelas ruas e vielas da cidade antiga de Sintra, que se erguia sumptuosamente pela encosta da serra. Foi, sem dúvida, o momento mais divertido da visita e foi também neste pequeno devaneio que tivemos a possibilidade de provar os doces sabores das queijadinhas da “Piriquita” e dos travesseiros de Sintra.
Eram já 17h.30m. e chegara a hora de embarcarmos nos autocarros e nos despedirmos daquela cidade que, de forma tão fugaz nos vira ali aparecer. Começámos então a viagem de volta, primeiramente ao som da euforia natural dos alunos e depois num cansaço quase geral, que obrigou a maioria a cerrarem os olhos por instantes.
Apesar de todo o mau tempo e das pressas a que este nos obrigou, a visita foi enriquecedora, não só ao nível cultural, mas também ao nível pessoal, pois, pela primeira vez, tivemos a oportunidade de conviver com professores, com os nossos alunos e até com alunos que desconhecíamos até então, num contexto bem mais informal que o da escola. Ficam então memórias da nossa primeira visita de estudo como professoras…:)