quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A literatura está aberta a um infinito número de interpretações... dependem elas das nossas experiências pessoais, da nossa maturidade, dos nossos gostos... enfim, de um incerto número de de vivências que sempre nos relegam para um passado, nem sempre muiro distante. Daí surgem as vozes dissonantes quando falamos de um único livro, daquele único conjunto de palavras singulares que se amontoam e não se limitam a uma só intenção comunicativa.

Os livros são assim e têm, grande parte das vezes, a intenção que nós próprios lhe quisermos dar. Isto tudo para falar do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago. Falo dele agora, após ter assistido à adaptação cinematográfica da obra. Muitos foram já os comentários e, embora na maioria favoráveis, não deixaram de existir vozes dissonantes... Temos liberdade para tal. Mas, apesar de não gostar particularmente de andar com a corrente, tenho de admitir que gostei bastante da adaptação de Fernando Meirelles, que conseguiu captar todo o humanismo do livro. Apesar de ter excluído certas cenas que poderiam ter sido interessantes, obviamente sabemos que um filme totalmente fiel acabaria por se tornar demasiado extenso. Esteve bem q.b.

Obviamente, depois de toda a expectativa, fiquei, também eu, um pouco emocionada enquanto assistia ao filme, por ser tão fiel e respeitar as intenções comunicativas de Saramago... ele próprio não ficou desiludido e, para quem leu o livro especialmente, é um filme a não perder.

1 comentário:

Rui de Carvalheira disse...

Que ganas de ver a película!!!
não logro descarga-la :S